Enquanto isso, na cozinha da igreja...
04-12-2014
Ao entrar, o cristão era recebido com um delicioso café. Mas se ousasse ficar por ali, em vez de subir para o templo, logo sentiria o cheiro delicioso do alho fritando na banha, pedindo toucinhos e legumes na frigideira.
Ruídos das facas ligeiras dividindo a carne, separando a banha, desfiando os músculos, cortando e recortando as verduras e legumes era incessante e frutífero, porque esses crentes não brincam em serviço.
Do outro lado, as irmãs com as espumadeiras reviravam, nas caçarolas fumegantes, a carne cozida com batatas douradas no caldo e que, só de tocar na boca, se desmanchariam...
Panelas de arroz soltinho, mais alvos que a neve, quentinho esperando o molho gostoso para cobri-lo.
O crente parece delirar em um paraíso quente de agradáveis aromas que tentam qualquer barriga vazia a querer só o rango.
O que dizer então dos caldeirões borbulhantes onde ferve o tutu cremoso com folhas de couve desfiadas? Ambrosia!
Bandejas com enormes pedaços de carne assada desfilam, exalam e provocam os olhos e nariz, o paladar. Os olhos na carne a carne nos olhos, na boca ... cheia d'água. Visão que não dá para desviar.
Sobre a banca, as bacias de saladas multicoloridas do laranja da cenoura ao verde viçoso da couve, vermelho sangue do tomate ao alviverde dos repolhos picados e repicados; Só bênção!
E final de festa na igreja é assim mesmo: Crente feliz com a alma e o corpo saciados!